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Repórter da Veja que tentou invadir quarto de José Dirceu será indiciado

Redação Portal IMPRENSA | 19/09/2011 16:47
O repórter Gustavo Ribeiro, da sucursal em Brasília da revista Veja, será indiciado por tentativa de invasão de domicílio, durante apuração da matéria "José Dirceu ainda manda em Brasília", publicada no dia 27 de agosto. Segundo constatou a investigação da Polícia Civil de Brasília (DF), o jornalista de fato tentou entrar no quarto do hotel Naoum Plaza, no qual o ex-ministro estava hospedado, sem autorização. A pena pelo crime, em caso de condenação, varia entre um e três meses de prisão.

Para descobrir se Dirceu organizava reuniões conspiratórias visando a queda do então ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, Ribeiro teria persuadido a camareira do hotel a permitir sua entrada no quarto conjugado em que o político estava. Em depoimento, ela afirmou que o jornalista insistia que aquele recinto era ocupado por ele e que ele havia perdido as chaves. Após inúmeras negativas aos pedidos de liberação do quarto, Ribeiro desistiu e foi embora. Dias depois, ele alugou um espaço no mesmo andar de Dirceu.

"Quando alguém aluga um quarto de hotel, aquele lugar passar a ser como sua propriedade. Ele pode usar como bem entender, como residência ou escritório. A tentativa de entrar num quarto de hotel de outra pessoa é uma tentativa de crime. Tudo o que me foi informado oficialmente coaduna realmente para que o direito de Dirceu de usar seu quarto foi violado", ressaltou o delegado Rosseto, encarregado do caso, em entrevista ao Portal Brasil 247.

Sobre as acusações de que teria realizado um grampo nas imagens do hotel, que foram publicadas na edição de 27 de agosto, Ribeiro preferiu não se pronunciar, assegurado pelo direito ao sigilo da fonte. O gerente-geral do Naoum, Rogério Tonatto, acredita que o jornalista realizou, sem autorização, filmagens dentro do prédio.

Procurada pelo Portal IMPRENSA, a secretária de redação da Veja, em Brasília, pediu que o assunto fosse comentado pela redação em São Paulo. A sede paulistana, entretanto, afirmou que o tema só poderia ser abordado pelo departamento jurídico da Editora Abril. Profissionais da área não foram encontrados para se pronunciar. Com informações do Correio do Brasil.
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