Ivo Herzog comemora decisão da OEA e espera que governo reabra o caso de seu pai

Luiz Gustavo Pacete | 30/03/2012 12:22
Com a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), de iniciar a investigação para a falta de punição ao assassinato do jornalista Vladimir Herzog, morto por agentes do DOI-Codi, em 1975, o governo brasileiro tem dois meses para apresentar sua defesa por não ter investigado o crime.

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Se a defesa do país não for consistente, o caso poderá ser julgado na Corte Interamericana de Direitos Humanos. O processo foi iniciado após o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) apresentar um documento que revelava detalhes sobre a morte de Herzog. 
Presidente do Instituto Vladimir Herzog e filho do jornalista assassinado, Ivo Herzog disse à IMPRENSA que a decisão da OEA é resultado de um esforço de várias gerações para trazer a verdade à tona. “Recebemos com muito entusiasmo essa notícia. É algo muito importante. Mais um passo no caminho de um processo gerado por uma decisão correta do Judiciário brasileiro”, afirma.

Herzog lembra que a decisão acontece no momento em que o Brasil discute a Comissão da Verdade e mantém a discussão sobre o assunto na imprensa. “As coisas estão acontecendo em um momento político favorável, o que só ajuda nessas definições”. Sobre o retorno que o governo brasileiro dará à OEA, Herzog prefere não especular, mas espera que o caso seja reaberto o mais rápido possível. 
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