No mundo, 141 jornalistas foram mortos nos últimos 10 anos

Luiz Gustavo Pacete | 02/09/2011 09:56


Levantamento divulgado pela organização "Repórteres sem Fronteiras" sobre violência contra jornalistas no mundo apontou que, durante a década de 2000, 141 profissionais e colaboradores de meios de comunicação foram mortos em represálias e atentados atribuídos a grupos criminais.

Segundo a entidade, máfias e cartéis representam a principal ameaça para jornalistas. "O crime organizado é reflexo de uma realidade econômica e geopolítica das quais os meios de comunicação não dão conta geralmente", diz a organização. Máfias, cartéis, senhores da guerra, traficantes, paramilitares e grupos separatistas superam os regimes ditatoriais na questão da intimidação a jornalistas.

O relatório também apontou os países mais ameaçados:

México: Vive desde dezembro de 2006 uma ofensiva federal contra os carteis, mobilizando 50 mil militares e somando mais de 35 mil mortos. Desde 2000 foram assassinados 69 jornalistas e desde 2003 onze estão desaparecidos.

Guatemala: Vive ranços de violência herdados da guerra civil, e também passa por um processo parecido com o México.

Filipinas: Neste país o crime organizado é responsável pelas 142 mortes de jornalistas homens e mulheres desde 1986, ano em que o ditador Ferdinando Marcos caiu.

Afeganistão: Em função das disputas tribais pela distribuição do ópio, os jornalistas locais são perseguidos. Desde 2005 já foram assassinados 5 jornalistas. 

Guine Bissau: Em função do trafico de drogas faz do pais um "narcoestado" em que grande parte da imprensa está liderada por lideres criminais. Neste caso os jornalistas deixam de trabalhar para meios e passam a ser assessores de politicos, o que gera cada vez mais riscos. 

Venezuela: O problema identificado na Venezuela é a fidedignidade das fontes oficiais. 

Medidas de segurança para jornalistas:

Italia: Neste país uma dezena de jornalistas vive baixo proteção de guarda costas.

Colômbia: O Departamento Administrativo de Segurança utilizou agentes para dar apoio a jornalistas, foi um desastre, pois o departamento esbarrava nas criticas da imprensa em função das politicas de segurança nacional de Alvaro Uribe.

México: Em 2010 o governo criou um mecanismo de proteção a jornalistas, o objetivo é dar sequencia nas investigações relacionadas a ameaças para com jornalistas.

Foi lançada em 1998 pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) a Rede de Alerta e de Proteção de Jornalistas. Que durante 10 anos acompanhou 400 jornalistas em situaçao de risco.

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