Thaís Naldoni é jornalista, graduada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com passagens pela Folha Online e Sportv, também atuou como repórter e secretária de redação da Revista IMPRENSA. Foi editora-executiva do Portal IMPRENSA e apresentadora do programa "Imprensa na TV. Atuou também como coordenadora de comunicação corporativa do Terra Networks. É, atualmente, gerente de Jornalismo da IMPRENSA Editorial Ltda. Twitter: @thaisnaldoni
Quem me acompanha pelas redes sociais, Twitter e Facebook, sabe do probleminha que tenho com palavras mal escritas. Vira e mexe recebo textos, emails com problemas e tenho olho clínico para encontrar em leituras casuais erros que fazem doer os olhos dos que gostam bastante do português correto, bem escrito, das palavras escolhidas com esmero.
Tempos atrás, em uma das reuniões de pauta aqui com a equipe de IMPRENSA, falávamos sobre a frequência com que jornalistas aparecem como identidade secreta ou ajudando a dar “liga” em histórias envolvendo super-heróis. De bate e pronto, veio à minha cabeça Clark Kent (o nosso Superman) e sua eterna namorada Lois Lane. Depois o destemido fotojornalista Peter Parker, identidade meio secreta do “Homem Aranha”. Na sequência, pensei em April O'Neil, a repórter que vivia grudada nas Tartarugas Ninja.
Acompanhando o desdobramento sobre o estado de saúde do presidente da Venezuela Hugo Chávez, que enfrenta um tratamento com um câncer grave, fico pensando no quão perigoso é um país não dar informações claras a respeito de seu líder máximo.
Todos os dias, observo atentamente a pilha de jornais que, às vezes, se forma na mesinha que fica no meio da redação. É incômodo perceber que, mesmo com os veículos ali, à disposição, muita gente não se preocupa em ler. Não estou discutindo as questões editoriais e possíveis posicionamentos desta ou daquela publicação. Mas é primordial para um jornalista – ou pretenso jornalista – não só saber o que está acontecendo no mundo, mas ler, ler, ler, ler muito. Só assim é possível perceber com clareza quando seu texto não está “lá essas coisas” ou conseguir pegar aqueles errinhos que passam pela digitação rápida, pela distração.
Não foi a primeira, nem a segunda vez que isso aconteceu aqui na redação. Mas não deixo de me espantar quando uma fonte ouvida para uma matéria tem a pachorra de pedir para “aprovar” o texto ou a entrevista antes da publicação. Pior ainda quando o pedido é feito por um outro jornalista. Aí, para mim, é o fim do mundo.
Não é de hoje que percebo que a mídia televisão tem sentido extrema dificuldade em acompanhar os fenômenos da internet. Frases de redes sociais, brincadeiras virtuais... por mais que tente , a TV fica de fora, salvo quando ela própria é o alvo da piada, da brincadeira, do deboche.
Trabalho com jornalismo. Vivo os meus dias conectada e gosto de saber de tudo um pouco. Mas me surpreendo diariamente com o quanto nós, jornalistas, somos especialistas em levar à celebridade pessoas que não têm nada a oferecer. A moça nunca fez nada na vida, senão aparecer dançando de biquíni em um programa de televisão de audiência média. É o suficiente para que muitos - quase todos - os grandes sites de notícias deem à pessoa um grande espaço em suas home pages, com chamadas que deveriam concorrer ao "Pulitzer da vergonha alheia": "Fulana de tal toma sol na praia". Para mim, novidade seria se ela estivesse na praia vestindo uma burca.
Na última quarta-feira (09), estava em casa dando risada do baile que o jovem atacante Neymar Jr., do Santos, deu na mídia nacional, na verdade, na mundial. Perdi as contas de quantas e quantas matérias e notinhas li dando como certa a transferência do jogador para campos espanhóis. Houve veículos que chegaram a afirmar, com todas as letras, que o Real Madrid já estava pagando um valor mensal ao garoto, que anunciou um acordo com o Santos, que o mantém na Vila Belmiro até 2014.
Assisti ontem (31/10) e li hoje (01/11) a agressão sofrida pela repórter Monalisa Perrone, da TV Globo, e o tal pedido de desculpas do fulano que a agrediu. Chamo de fulano porque um carinha que acredita que a melhor forma de protestar contra "veículos de comunicação hegemônicos" é agredir uma mulher - que estava trabalhando - ao vivo, não merece ser nomeado. Isso é dar publicidade a ele.
Semana passada, a morte precoce de Steve Jobs, fundador da Apple, repercutiu no mundo inteiro. Jobs, conhecido por seu espírito empreendedor e criatividade, foi o grande responsável por uma "virada", que levou a Apple a alcançar o posto de empresa mais valorizada do mundo neste ano. O falecimento do ex-executivo-chefe da Apple rendeu uma infinidade de matérias, repercussões, vídeos com frases que passaram na TV à exaustão...
Desde a semana passada, não se fala em outra coisa quando o assunto é televisão: as piadas de mau gosto de Rafinha Bastos, apresentador do "CQC" e do programa "A Liga", ambos na Band, geraram mal estar na cúpula da emissora e o humorista acabou afastado da atração que comanda junto de MarceloTas e Marco Luque.
Nesta terça-feira (30/11), a música brasileira lembra os 30 anos de falecimento de Angenor de Oliveira, o cantor e compositor Cartola. A mim, parece estranho esse número, afinal, tenho 30 anos e mesmo sem ter tido tempo de ver Cartola em ação, sei de
Na semana passada, as ofensas da estudante de Direito Mayara Petruso aos nordestinos, feitas pelo Twitter, ocuparam os Trending Topics não só na rede de microblogs, mas nos papos informais de botequim, nas filas de banco, se estendendo às análises de
As redes sociais são partes fundamentais do trabalho de um profissional de comunicação. Twitter, Facebook, Orkut... quem ainda não aderiu a, pelo menos, uma dessas redes, logo mais vai aderir. Não há nada pior para um jornalista do que se sentir desa