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Mbaraka, publicação da Fundação Padre Anchieta, é lançada em São Paulo
Redação Portal IMPRENSA
O panorama da música clássica e da dança por meio de reportagens, artigos e entrevistas é o conteúdo de Mbaraka, revista editada pela Fundação Padre Anchieta, que será lançada em evento programado no Museu da Imagem e do Som (MIS), dia 19 de outubro, às 19h.
Dirigida pelo jornalista e presidente da Fundação, Paulo Markun, Mbaraka é uma publicação luxuosa, com 234 páginas na primeira edição, que vai tratar da história, fatos, ícones e personalidades que constituem os mestres do gênero.
"A revista pretende colocar música e dança sobre o papel", diz Markun. A revista tem um acabamento da mais alta qualidade (capa em papel couche metalizado com reserva de verniz e miolo com couche fosco 110, além de dois cadernos com papel polen), nivel que só pôde de ser obtido porque Mbaraka foi impressa na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Mbaraka é o nome, em guarani, de um tipo de chocalho utilizado pelos índios, para quem a música e a dança eram tão sérios a ponto de constituir rituais religiosos. Tanto que sua sonoridade não passou despercebida a Hans Staden e nem aos jesuítas. Na Mbaraka de papel, esse respeito se mantém.
"A publicação trata de questões urgentes, como a agonia das gravadoras especializadas que precisam reinventar seus negócios e a formação de público", diz Gioconda Bordon, editora da revista e coordenadora do núcleo de Rádio da Fundação Padre Anchieta.
Por ser a própria publicação uma ferramenta a ser utilizada em favor da causa, o eruditismo do tema recebe tratamento moderno, do projeto gráfico às reportagens e entrevistas. Publicação trimestral, a primeira Mbaraka presta homenagem a Heitor Villa-Lobos, cujo cinquentenário de morte é em novembro, com 48 páginas. A dança comparece por meio do ensaio fotográfico de Emidio Luisi, italiano que dedicou boa parte da carreira a registrar belíssimas imagens de palco, e por meio do resgate da fugaz trajetória do Ballet do IV Centenário.
A primeira edição também aborda a personalidade de expoentes atuais da música clássica, por meio de um perfil do pianista Arthur Moreira Lima, uma entrevista com Yan Pascal Tortelier, maestro da Osesp, e o relato da extraordinária trajetória do barítono alemão Thomas Quasthoff, uma das 12 mil crianças vítimas da talidomida - calmante receitado às gestantes nos anos 1950-60 que causou atrofia nas extremidades do corpo dos bebês de todo uma geração. Outra história é a do gaúcho Dimitri Cervo, um pianista-regente-compositor que adora surfar - assim como Mozart era louco por sinuca e, Schoenberg, por tênis.
Mbaraka trata ainda de gênios que expressaram em outras praias sua paixão pelo som - caso do pintor suíço Paul Klee. A retrospectiva histórica entra em cena por um prisma pop e, ao mesmo tempo, saudosista: há um tributo às obras de arte que foram capas dos LPs e um passeio pelos 40 anos de história da gravadora ECM. Mbaraka não se restringe à versão impressa.
Antenada com as novas tecnologias e com a possibilidade de oferecer parte de seu conteúdo em outra plataforma, brinda seus leitores com a trilha sonora da revista no site. Com periodicidade trimestral, Mbaraka será vendida em grandes livrarias e nas melhores bancas do país por R$ 75.
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