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Jarbas Oliveira: um fotógrafo que gosta de contar histórias
Por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA
O fotógrafo Jarbas Oliveira, 43, jura que não sabe de onde veio o seu interesse pela fotografia. Na adolescência, pegou uma câmera da família e começou a tirar fotos de tudo o que tinha em casa e de tudo o que encontrava em sua cidade, no interior do Ceará. Dessa forma, iniciou-se na carreira que exerceria na idade adulta.
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Formado pela Universidade Federal do Ceará, Oliveira cursou dois anos de Agronomia antes de chegar ao Jornalismo. "Quando ainda era estudante de Agronomia, participei do Salão Universitário [evento de fotografia] e tirei segundo lugar. Incentivado, continuei fotografando e comecei a cobrir manifestações de estudantes, trabalhadores e greves".
Em meio ao período que seguiu o fim do regime militar, o fotógrafo começou a trabalhar como freelancer em sindicatos e jornais do Sul do País, além de revistas como a Senhor e a Visão, já extintas.
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O jornalista cearense acredita que sua maior paixão seja o Fotojornalismo, já que gosta de contar histórias, "fotografando gente, pessoas e suas vidas". "Acho que aí está uma das grandes essências do jornalismo: contar a história das pessoas, desse nosso mundo".
Assim, como um bom contador de histórias, Jarbas Oliveira relata sua cobertura da Copa do Mundo de 1998, na França, para o jornal O Povo, de Fortaleza. "Como o jornal em que eu trabalhava era pequeno, não consegui permissão para entrar em campo no último dia de treino da seleção brasileira, por conta do grande número de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas do mundo todo dentro daquele pequeno estádio em Ozoir LaFerriere, nos arredores de Paris. Então, falsifiquei o passe da minha credencial e entrei. Em certo momento, um dos chefes da segurança francesa percebeu a falsificação e ficou gritando "fotocopi, fotocopi, fotocopi" e apontando para mim, e eu tive que sair antes de ser preso".
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Como precisou ir para a arquibancada, junto com a torcida, o fotógrafo foi um dos únicos que conseguiu fotografar a seleção brasileira de frente. "Somente eu e um colega do Zero Hora, de Porto Alegre, fizemos a foto de dentro da torcida com os jogadores de frente. A foto foi capa do jornal O Povo e publicada no Jornal do Brasil, pois a cedi para o Evandro Teixeira".
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Atualmente, Oliveira trabalha como freelancer para a Agência de Notícias da Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e do jornal O Globo. Além disso, dedica-se à produção de dois livros para este ano, um de retratos dos personagens da cidade de Fortaleza e outros sobre o Homem cearense. "Ultimamente a freqüência não tem sido boa. Pouco interesse por material aqui em cima", finaliza, refirindo-se à procura de fotografias do Nordeste. |