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Fotógrafa brasileira narra sua experiência no Alasca em relato fotográfico
Redação Portal IMPRENSA
Para a carioca Luciana Whitaker, a palavra "férias" sempre significou viagens. Como uma experiente repórter-fotográfica, os merecidos descansos também são sinônimos de aventuras e momentos em que pode retratar paisagens diferenciadas e exóticas, longe do cotidiano violento de uma cidade grande.
O período de férias em abril de 1996 mudaria sua vida. O destino: Alasca. Encantada com o lugar, ela não pensou duas vezes. Voltou ao Brasil e pediu demissão do seu trabalho na sucursal carioca do jornal Folha de S.Paulo para viver uma paixão à primeira vista.
O estado norte-americano, conhecido como uma das regiões mais frias e isoladas do planeta, entraria definitivamente na sua vida. A cidade de Barrow, um lugar de 4 mil habitantes onde 60% da população é de etnia iñupiaq (povo de verdade), deixaria de ser apenas o seu destino turístico tornar-se um novo lar.
É o que ela conta em "11 Anos no Alasca", lançamento da Ediouro. "Sou uma aventureira de coração e a possibilidade de morar em Barrow me seduziu. Quando uma oportunidade dessas aparece, temos que pegar". É dessa forma que justifica alguns dos motivos que a levaram a optar por um novo estilo de vida.
O que é descrito durante os 11 anos seguintes é a sua vida em família ao lado de Kelly, seu novo companheiro, com quem teve dois filhos - James e Juliana, respectivamente chamados de Sakiq e Amayun pelo povo local.
Com uma narrativa intimista, a autora expõe a cultura milenar desse povo. Em forma de um diário de viagens acompanhado de centenas de fotos, ela demonstra a troca de afetos e culturas entre uma brasileira e os esquimós.
Os conceitos dos esquimós para "humildade", "compaixão", "respeito", entre outros sentimentos, servem como preâmbulo para narrar cada ano de sua vida na cidade. É a filosofia de vida que o livro aborda, colocando em primeiro plano a cooperação e o convívio da paz entre os habitantes locais, sempre alegres e prontos para ajudar.
Dessa forma, a fotógrafa aprendeu os valores que os esquimós criaram para manterem-se em sociedade, onde todos precisam de colaboração uns dos outros e onde foram construídos comportamentos tão distantes de nossa sociedade e que certamente teríamos muito a aprender.
Em 2005 ela voltou ao Brasil, para retornar a Barrow em 2007. A partir de então, vai e volta sem nunca saber se será definitivo. "Vou continuar voltando sempre. Mostrar ao mundo a beleza da cultura esquimó e como vive esse povo encantador é o meu projeto pessoal, aquele que faço com mais dedicação e paixão", finaliza Luciana Whitaker, ou Ivalu, como é seu nome em esquimó há 11 anos.
Seviço:
Livro: 11 Anos no Alasca
Autor: Luciana Whitaker
Nº de páginas: 160
Preço: R$ 49,90 |