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Paulo Villar acredita que foto publicitária fica boa quando fotógrafo percebe finalidade da imagem
Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA
Para que uma fotografia publicitária fique boa, o fotógrafo Paulo Villar acredita que é necessário vislumbrar qual é a finalidade da imagem. Apesar de ter menos visibilidade que a foto jornalística, por exemplo, a imagem de publicidade requer muita atenção.
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"Eu fotografei o primeiro CD solo do Andreas Kisser, do grupo Sepultura, e para fazer as imagens tive que pensar que tipo de público vai ao show, quem vai comprar o CD e ouvir as músicas, qual é a imagem que o público quer ver", explica Villar, gerente do M31 Digital Studio - que reúne um grupo fotógrafos para fazer os mais variados trabalhos.
Seu trabalho mais recente foi para a Sony, que estava fazendo uma campanha para toda linha de áudio com a banda Detonautas. Realizada no Rio de Janeiro, a produção da "Liberte sua música" contou com trinta pessoas, quatro vans e várias plataformas de carros importados.
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"Numa produção desse porte, é necessário ter experiência e noção de tudo que pode acontecer. Precisa estar preparado, ter uma logística. A maior dificuldade é conseguir organizar detalhes da produção sem falha, pois apenas um detalhe já pode atrapalhar a foto. As verbas são altas e com isso vem a responsabilidade na mesma altura", afirma o fotógrafo.
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Em três dias, com duas externas no Recreio dos Bandeirantes e uma dentro no estúdio Dr. Bass, o trabalho foi finalizado. Apesar de o acordo inicial prever a compra de 42 fotos de Villar, ele acabou vendendo 60. "Eu tento mostrar que vale a pena produzir este tipo de trabalho no Brasil. As campanhas importadas têm um sotaque, e a identificação do público brasileiro pode ser menor".
Para Villar, a fotografia é um vício do olhar. "Em grego, a palavra significa 'gravar a luz'. Para você fotografar, gravar a sua luz, não precisa de câmera. Mas para mostrar aos outros o que você quer fotografar, é necessário reproduzir a imagem. Lembro da primeira fotografia que eu fiz, era menino, não parava de chover e tinha aquela água caindo, brilhando na calçada. Não esqueço essa cena", conta.
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O fotógrafo - que abandonou a faculdade de Engenharia no 4º ano e se formou em Literatura - começou a carreira por acaso, quando trabalhava no Banco do Brasil com o ator Paulo César Gorgulho, na época em começo de carreira. "Ele me convidou para fazer fotos de uma peça de teatro dele".
Ele acredita que existe diferença entre o trabalho autoral e o profissional. O seu trabalho autoral é, segundo ele, sobre o relacionamento humano e com o planeta. "Quero deixar um registro sobre o consumo", declara Villar. |