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Para Paulo Liebert, a diversidade do fotojornalismo se justifica pela própria natureza da profissão
Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA
Registros do show do cantor Elton John, do acidente com o Boeing da Gol em setembro de 2006, da visita do Papa Bento XVI ao Brasil, de invasões de fazendas pelo MST na região do Pontal do Paranapanema (SP), de eventos esportivos. Pode não parecer, mas todos eles foram feitos por apenas um fotógrafo: Paulo Liebert.
| Paulo Liebert/AE |
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| Terceira etapa da Copa do Mundo de Ginastica, no Ginasio do Ibirapuera |
Para este paulistano de 41 anos, atualmente no Grupo Estado, a diversidade de trabalhos se justifica pela própria natureza do fotojornalismo. "A profissão em si é multifacetada, assim como um jornal é", diz.
"Penso que é uma das poucas profissões em que se tem contato com uma imensa diversidade de pessoas e assuntos. Brinco às vezes com colegas e digo que o que fazemos tem muito a ver com psicologia. No fundo é mesmo verdade, pois muitas vezes, antes mesmo de começar a fotografar, conhecemos um pouco da vida de alguém, o que está acontecendo por trás de determinado assunto, o que a pessoa tem pra contar. Precisamos entender um pouco o que se passa para então conseguir uma foto que traduza aquilo ali", explica Liebert.
| Paulo Liebert/AE |
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| Postes de luz da Praça da Sé acesos às 12h46 de sábado |
Com passagens pela Folha de S.Paulo e Folha da Tarde, ele colabora desde 1997 para veículos do Grupo Estado, e integra a equipe de repórteres fotográficos da empresa desde 2000. Em 2008, foi o vencedor da categoria Fotografia da Primeira Edição do Prêmio de Jornalismo do Jornal da Tarde, com a foto "Tiro na Lanchonete" - uma das mais marcantes de sua carreira.
| Paulo Liebert/AE |
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| Homem dispara tiro contra si mesmo em bar de SP |
Para Liebert, a massificação da Internet e de novas tecnologias, como câmeras em celulares, não são prejudiciais ao fotojornalismo e ao trabalho dos fotógrafos. "A Internet é uma grande ferramenta não só para o fotojornalismo, mas para inúmeras outras atividades. Através dela posso conhecer excelentes blogs de fotografia, saber de trabalhos de diversas publicações".
Sobre o jornalismo colaborativo, Liebert o considera uma tendência mundial irreversível. Como exemplo, ele cita as manifestações no Irã, que só puderam ser acompanhadas pelo Ocidente com o trabalho de internautas sem formação profissional para serem fotógrafos ou cinegrafistas.
| Paulo Liebert/AE |
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| Anoitecer visto da aldeia São Sebastião, dos índios Marubo, no Vale do Javari (AM) |
"A popularização, disseminação dos meio digitais faz e fará com que cada vez mais pessoas possam registrar fatos que tenham interesse jornalístico. Uma imagem importante pode ganhar o mundo graças a isso! E isso é bom", concluiu. |