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Sindicato do ES afirma ter atenuado a jornada de trabalho dos jornalistas do Estado
Por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA
Os jornalistas do Espírito Santo, assim como a maior parte dos profissionais de imprensa do país, enfrentam dificuldades como os baixos pisos salariais e a jornada de trabalho extenuante. Entretanto, Suzana Tagatiba, 50, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado, afirma que um desses desafios já está, de certa forma, atenuado. "Conseguimos vencer um pouco essas sobrejornadas. A pedido da própria categoria, os dois jornais diários da capital têm relógio de ponto". Mesmo assim, Suzana diz que o jornal A Tribuna se recusa a pagar corretamente as horas extras trabalhadas. "Por isso, o Sindicato entrou como uma Ação Trabalhista contra o veículo". Além disso, a presidente da entidade afirma que alguns jornais online se recusam a assinar a Carteira de Trabalho dos jornalistas, o que acarreta pedidos constantes de fiscalização à Delegacia Regional do Trabalho por parte do Sindicato. Atualmente, o ES conta com cerca de 1,5 mil jornalistas, sendo que 650 são filiados ao Sindicato. Suzana afirma que a maior demanda da entidade diz respeito à luta pela realização do Concurso Público para TV Assembléia. "O concurso é constitucional e só foi votado pelos Deputados Estaduais, pois o Sindicato montou plantão no plenário até conseguir a aprovação da matéria". O Sindicato do Espírito Santo fixou, este ano, o salário dos jornalistas capixabas em R$ 1 mil, para os jornais impressos e online de Vitória e em R$ 730 para os jornais de outras localidades. O piso dos assessores de imprensa é um pouco mais alto e ficou em R$ 1.270. Suzana acredita que isso ainda é pouco. "Ano que vem, nossa maior luta será pelo aumento do piso salarial", declara. A jornalista, formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), é atualmente assessora de imprensa da Prefeitura de Vitória e acredita que o número de pessoas jurídicas nos veículos de comunicação do Estado só vem aumentando. "Além deles, temos ainda cerca de 100 precários atuando por aqui", finaliza.
Foto: Sérgio Cardoso |