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O ilustrador Weberson Santiago acredita que "desenho é uma forma de comunicação"
Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA
Apesar de ter começado na profissão publicando histórias em quadrinhos - seu segundo emprego foi na Fábrica de Quadrinhos - Weberson Santiago descobriu cedo que seu negócio eram as ilustrações.
O artista sempre trabalhou em outros empregos para se sustentar, mas "há três anos larguei tudo e fiquei só com ilustração. Entrei na Folha de S.Paulo e comecei a trabalhar cada vez mais com a imprensa. Desde então faço jornal, revista e livro. Gosto muito de jornalismo, de trabalhar com esse negócio de 'é pra ontem'", conta.
| Weberson Santiago |
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| Com passagens por veículos como a revista Rolling Stone, e pelas editoras Abril, Globo, Marvel Comics e DC Comics, Weberson também já fez desenhos para agências e empresas como W/Brasil, AGE, Giovanni+Draftfcb, Brasil Telecom, Volkswagen, FISK e Firestone.
Segundo ele, "desenho é uma forma de comunicação". Gosto muito de 'ao vivo', não gosto de nada ensaiado. Eu costumo improvisar, não tenho muita disciplina para fazer uma ilustração que demore mais de um dia, por isso me dou bem no jornalismo", explica.
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Atualmente, seu projeto mais especial é um fanzine, chamado Gazeta Cucaracha. De "conteúdo de gosto duvidoso", como diz a propaganda em seu blog, ela foi inspirada em O Planeta Diário, tablóide de humor publicado entre 1984 e 1992 e produzido pelos humoristas Hubert, Reinaldo e Cláudio Paiva - que mais tarde se juntariam com Beto Silva, Helio de la Peña e Marcelo Madureira, da Casseta Popular, para formar o Casseta & Planeta.
"Um amigo meu, Marcelo Salomão, quis fazer algo que quando éramos moleques gostávamos de ler. Fui trabalhar com o humor escrito para variar um pouco", diz Weberson, que está na profissão desde os 16 anos e estudou em lugares como a Quanta Academia de Artes - onde dá aulas - e o Instituto Tomie Ohtake. Formando em Design Gráfico pela de Mogi das Cruzes (UMC), ele também é professor do local.
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"O que eu mais gosto é interpretar o texto, não só fazer um desenho bonitinho para ilustrar. O problema é que o que vem de fora do Brasil é muito valorizado. Às vezes alguém te passa uma pauta para fazer parecido com algo que já existe. Mas ilustrar é deixar o cara livre", afirma o ilustrador.
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