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Publicado em: 05/03/2008 15:10
Empresas norte-americanas bloqueiam acesso de funcionários a vídeos online

Redação Portal IMPRENSA

Um pesquisa recente da Carriage Services Inc, empresa norte-americana especializada em serviços funerários, descobriu que 70% de seus funcionários assistem a vídeos na internet, em sites como o YouTube e MySpace por, pelo menos, uma hora por dia.

"Eu fiquei impressionado quando vi quantas pessoas estam fazendo isso e o quanto esses sites são capazes de absorver tanta informação", afirmou Jeff Parker, administrador tecnológico da empresa, que já bloqueou o acesso aos dois sites.

Como a empresa funerária, diversas companhias dos Estados Unidos começaram a previnir que seus funcionários acessem vídeos na web durante o horário de trabalho. Além do YouTube e do MaySpace, será proibido o acesso a sites de música ou com conteúdo adulto e, também, serviços de mensagens instantâneas, como o MSN.

Ainda assim, uma pesquisa realizada pela Nielsen Online, no último mês de fevereiro, apontou que o maior acesso aos vídeos da web são em dias de semana, das 12h às 14h, quando as pessoas ainda estão nos seus locais de trabalho.

Já para as empresas que têm um acesso à internet limitado, os vídeos online podem ser significativos para a rede, afirma Paul Stamp, analista da Forrester Research. "Sem ter algum tipo de vigilância ou bloqueadores de vídeo, as companhias correm o risco de suas redes de comunicação quebrarem ou, em último caso, ficarem drasticamente lentas com o grande acesso".

Dessa forma, o bloqueio a sites de vídeos e entretenimento nas empresas norte-americanas vem se tornando comum tanto para evitar que os funcionários os acessem em horário de trabalho, quanto para esse acesso não deixar a conexão demasiadamente lenta.

No entanto, bloquear vídeos online não é fácil. As pessoas utilizam a internet para diversos serviços funcionais, como procurar informações, números de telefone, entre outras tarefas. Além disso, o uso de vídeos como uma ferramenta de trabalho vem crescendo a cada dia e fica mais difícil saber quando os funcionários estão os usando para trabalho ou quando estão apenas se divertindo.

Essas confusões criaram oportunidades para pequenas empresas de conexão em rede, como a Palo Alto Networks, que oferecem produtos e serviços capazes de "olhar para o computador" e operar dentro dele, como o OpenDNS, selecionando o que deve ou não ser bloqueado para o acesso.

Algumas empresas, como a Schemmer Associates Inc, dedicada à arquitetura, afirma que esses serviços os ajudaram a não perder fatos importantes, como o menino de 19 anos que assassinou oito pessoas e depois se matou em um shopping center do outro lado da rua da empresa.

Scott Bennett, dono da empresa, afirma que os funcionários queriam assistir a vídeos online sobre o caso e que, se não fosso o novo programa, eles estariam bloqueados.

As informação são do Wall Street Journal.

Leia mais:

- Tailândia decide bloquear acesso ao portal YouTube por vídeo que ironiza rei



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