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Publicado em: 07/03/2008 14:23
Testemunha da morte do jornalista Luiz Carlos Barbon quebra silêncio

Redação Portal IMPRENSA

Uma das principais testemunhas do assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho falou pela primeira vez sobre o caso. O militar reformado Alcino Antico é o dono do bar onde o jornalista foi assassinado. Ele conta que sofreu ameaças do capitão Adelcio Carlos Avelino momentos depois da morte de Barbon, em maio do ano passado, quando passava perto do local isolado para a perícia.

"Ele veio me empurrando: sai daí, sai daí... Quando fui montar na minha caminhonete atrás, ele veio: você sabe o que você já aprontou comigo? Sabe que pode acontecer com você também?", diz Antico, que fez várias denúncias contra o capitão da PM, acusado pelo Ministério Público de comandar o grupo que teria executado Barbon.

As ameaças constam no boletim de ocorrência que o comerciante registrou no mesmo dia. Os desentendimentos entre os dois começaram bem antes. Antico enviou várias cartas ao Jornal do Porto denunciando abuso de autoridade do policial militar. Por conta disso, o capitão respondia a um inquérito instaurado pela Corregedoria da PM.

Um mês antes da morte de Barbon, o capitão Avelino realizou uma apreensão de cigarros contrabandeados do Paraguai no bar de Antico. O comerciante indicou à polícia outros estabelecimentos que também vendiam essas mercadorias. Mas ele afirmou que a denúncia sequer foi investigada, e processou o militar por prevaricação.

Com a ajuda de Barbon, a mulher do comerciante tornou público o caso. Na noite em que foi assassinado, o jornalista também chegou a comentar com um amigo que estava escrevendo uma reportagem polêmica. "Ele falava que tinha uma reportagem que ele iria quebrar o Porto Ferreira, mas não chegou a citar certinho o que era", diz a testemunha, que não quer ser identificada.

Barbon Filho foi morto a tiros por dois homens que estavam numa moto. Do mesmo modo e com a mesma arma, um jovem de 25 anos foi assassinado três meses antes. Pedro Augusto do Nascimento estava em frente a casa onde morava. A espingarda calibre 12 ainda foi utilizada numa tentativa de homicídio horas depois do assassinato de Barbon.

O promotor Gaspar Pereira Silva Júnior disse que não está descartada a possibilidade de um grupo de extermínio na cidade.

Com informações do site EPTV.com

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- Justica decreta prisão de policiais suspeitos na morte do jornalista Luiz Carlos Barbon



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