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Justiça dos Estados Unidos pressiona jornalistas a revelar fontes
Redação Portal IMPRENSA
Na passada semana, dois jornalistas nos Estados Unidos foram orientados a identificar fontes confidenciais perante o tribunal. Em um dos casos, o juiz Cormac Carney ordenou que o repórter do Washington Times, William Gertz, identificasse as fontes que lhe forneceram dados para um artigo de 2006, sobre uma rede de espionagem na Califórnia.
O engenheiro Chi Mak, que em maio foi condenado a mais de 24 anos de prisão por ter conspirado para exportar tecnologia de defesa norte-americana para a China, faria parte dessa rede.
De acordo com o juiz, um ano de investigação sobre o vazamento da informação não permitiu identificar a sua origem. Por isso, Carney afirmou ser necessário intimar o jornalista a revelar a identidade das fontes, identificadas na ação como "altos funcionários do Departamento de Justiça".
No segundo caso, os repórteres Michele McPhee e Laurel Sweet evitaram ser chamados para identificar as fontes anônimas que lhes forneceram uma carta escrita pelo suposto homicida John Entwistle aos seus advogados, depois que estes abandonaram o caso.
O tribunal pretendia introduzir as cartas como prova contra Entwistle, acusado de matar a mulher e a filha recém-nascida.
As informações são do site do Sindicato dos Jornalistas de Portugal
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