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Publicado em: 06/04/2009 18:46
Relatório de Protógenes cita 25 jornalistas e fala em conspiração da imprensa

Redação Portal IMPRENSA

Agência Brasil
Protógenes Queiróz
Mais de 25 jornalistas foram acusados pelo delegado Protógenes Queiróz de participação em um esquema de conspiração em favor do banqueiro Daniel Dantas (do Banco Opportunity), investigado pela Polícia Federal (PF) em razão de supostos crimes financeiros. Os nomes dos jornalistas, cuja maioria atua em grandes veículos de comunicação, constavam de dois arquivos entre centenas de documentos digitais confiscados pela Corregedoria da PF nos computadores do delegado.

O relatório elaborado por Protógenes considera a possibilidade de que o banqueiro Daniel Dantas tenha arquitetado um esquema para corromper jornalistas e seus veículos para que todos atuassem a favor de seus objetivos. Partindo dessa suposição, toda a ação que envolva o investigado passa a ser suspeita. Seguindo este raciocínio, o delegado julgou que todos os jornalistas que produziram notícias sobre Daniel Dantas ou sobre o Opportunity acabaram por se tornar cúmplices do banqueiro.

Para reunir suas investigações, o delegado produziu um relatório em que utiliza a revista Veja como um dos exemplos da suposta "malignidade" da imprensa. Ele cita o caso da cobertura do escândalo do Senador Renan Calheiros. Na análise do caso apareceram os nomes de cinco jornalistas. São eles: Policarpo Junior, Otávio Cabral, André Petry, Alexandre Oltramari e Diego Escosteguy. No entanto, o texto indica que os citados não estão necessariamente ligados ao suposto esquema de imprensa do banqueiro, trantando-se apenas de um estudo teórico.

O documento fala, entre outros assuntos, sobre a investigação a Manuela Cantanhêde Rampazzo por parte da agentes da Abin, sob comando de Protógenes. Manuela é filha da colunista da Folha de S.Paulo Eliane Cantanhêde com o também jornalista Gilney Rampazzo, ex-editor da TV Globo em Brasília. Manuela tornou-se alvo das investigações por ter ido à casa do jornalista Fernando Cesar Mesquita, assessor do senador José Sarney, para submeter-lhe um projeto de arquitetura. Vale ressaltar que Fernando César Mesquita não era investigado na Satiagraha e não havia determinação judicial para que fosse monitorado, tampouco Manuela Cantanhêde.

De acordo com informações do site Consultor Jurídico, o documento elaborado por Queiroz cita os nomes de Luiz Antônio Cintra, Mino Carta, Paolo Manzo e Sérgio Lírio, todos da revista Carta Capital. Da IstoÉ cita Hugo Marques, Luciana Sgarbi, Octavio Costa e Rodolfo Lago. Da IstoÉ Dinheiro aponta Adriana Nicacio, Gustavo Gantois e Leonardo Attuch.

Já do jornal Folha de S.Paulo, veículo que mais sofreu investigações por parte do delegado, foram sublinhados os nomes das jornalistas Andrea Michael, Elvira Lobato e Janaína Leite.

Da revista Veja são citados Diogo Mainardi, Alexandre Oltramani, Lauro Jardim e Consuelo Dieguez, que também atua pela Revista Piauí, bem como sua colega de publicação Daniela Pinheiro.

Dos veículos nacionais, Protógenes encerra a lista com o nome de Marcelo Tognozzi, do Correio Braziliense.

No julgamento do delegado, a suposta conspiração arquitetada por Daniel Dantas possui ramificações internacionais, por este motivo, indica Luigi Ferrarela do jornal italiano Corriere Della Sera, Jonathan Wheatley, do Financial Times e, por fim, Giacomo Amadori, da Revista Panorama (Itália).

Leia mais

-Relatório particular de Protógenes acusa imprensa de favorecer Daniel Dantas
-Protógenes diz que Veja foi "criminosa" ao divulgar documentos sigilosos



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