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Folha admite não ser possível provar autenticidade de ficha de Dilma Roussef
Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
Após protesto da ministra Dilma Roussef (Casa Civil), o jornal Folha de S.Paulo admitiu, na edição do último sábado (25), ter se equivocado ao tratar como autêntico documento recebido, por e-mail, com lista de ações armadas atribuídas à ministra. "A Folha cometeu dois erros na edição do dia 5 de abril, ao publicar a reprodução de uma ficha criminal relatando a participação da hoje ministra Dilma Roussef (Casa Civil) no planejamento ou na execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-85)", diz o parágrafo de abertura da matéria.
O primeiro erro, segundo o jornal, foi afirmar que a origem do documento era o arquivo do Dops. "Na verdade - explica o diário - o jornal recebeu a imagem por e-mail". O segundo erro foi tratar a ficha como autêntica quando, de acordo com declaração do jornal, sua autenticidade "não pode ser assegurada - bem como não pode ser negada".
Segundo a Folha, o foco da reportagem "não era a ficha, mas o plano de sequestro do então ministro Delfim Netto (Fazenda) pela organização guerrilha da qual a ministra fazia parte, a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).
A referida reportagem, afirma o jornal, foi baseada em depoimento de Antonio Roberto Espinosa, ex-dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e da VAR-Palmares.
Após destacar repórteres para apurar o caso - depois do protesto da ministra por meio de carta enviada ao ombusdman do jornal e através de entrevista a uma rádio de Belo Horizonte - a Folha concluiu que "cometeu um erro técnico: inclui a reprodução digital a ficha em papel amarelo em uma pasta de nome 'Arquivo SP', quando era originária de e-mail enviado à repórter por uma fonte". O equívoco está no fato de a dita pasta abrigar arquivos referentes ao antigo Dops, o que gerou a errônea associação.
A Internet e a ficha de Dilma Roussef
Há meses, a ficha circula por e-mails e sites que se opõem à virtual candidatura de Dilma à Presidência da República em 2010.
A Folha apontou na reportagem que o Grupo Inconfidência - que reúne militares e civis que defendem o regime instaurado em 1964 - mantém em sua página da web uma reprodução da ficha. No entanto, de acordo com seu criador, o tenente-coronel reformado do Exército Carlos Claudio Miguez, não é possível garantir a autenticidade do documento. "Não posso garantir. Não fomos nós que botamos na Internet", disse.
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