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Publicado em: 08/06/2009 15:17
Aeronáutica diz que texto da Época sobre acidente da Air France é "irresponsável"

Redação Portal IMPRENSA

Agência Brasil
Nelson Jobim
No último domingo (7), o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica divulgou um comunicado com esclarecimentos sobre a reportagem "Um ponto cego no oceano", publicada na edição desta semana da revista Época, da Editora Globo.

Ao falar do acidente do voo AF 447 da Air France, que caiu no mar após decolar na noite do dia 31 de maio do Rio de Janeiro com destino a Paris, a revista o compara com o choque entre um avião da Gol e um jato Legacy em 2006, que provocou a morte de 154 pessoas. No subtítulo, a Época afirma que "quase três anos depois da tragédia do voo 1907 da Gol, seria de esperar que tais pontos cegos tivessem desaparecido".

"Relatos de pilotos e controladores aéreos davam conta da dificuldade de estabelecer contato com as aeronaves numa extensa faixa de território entre Brasília e Manaus. A esses locais de difícil comunicação dá-se o nome de zona cinzenta ou ponto cego. Apesar de as causas do acidente envolvendo o voo 447 da Air France ainda não terem sido descobertas, a tragédia envolvendo o avião francês pôs o assunto no centro das atenções. Quase três anos depois da tragédia do voo 1907 da Gol, seria de esperar que tais pontos cegos tivessem desaparecido", diz o texto.

Força Aérea Brasileira
Resgate dos destroços do avião da Air France

Na nota, a Aeronáutica explica o funcionamento do controle do tráfego aéreo durante a travessia de oceanos; ele é apoiado nas comunicações de rádio, porque não há como estruturar uma rede de cobertura radar ali. "De forma irresponsável, a matéria deixa de contextualizar o assunto", afirma.

Segundo o Centro de Comunicação Social, a aeronave foi acompanhada pelos radares brasileiros até o último equipamento disponível, na ilha de Fernando de Noronha, quando já voava além da costa brasileira, em mar aberto.

"A reportagem ignora o resultado da investigação técnica sobre o acidente com o voo 1907, divulgado no ano passado após mais de dois anos de trabalhos e que deixou claro que a cobertura radar no Brasil não foi fator contribuinte para aquela ocorrência. Tal omissão da reportagem compromete o entendimento dos leitores sobre a segurança no país", diz a nota.

A Aeronáutica conclui seu comunicado de esclarecimento alegando que "não é prudente que um eventual debate seja balizado pelo terrorismo informativo, com a simplificação de exemplos, com a manipulação de comparações, com o uso de dados fora de contexto e sob a influência de reivindicações pessoais", informou o JC Online.

Leia mais

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