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Publicado em: 22/06/2009 08:54
Fim da exigência do diploma deve modificar cursos de jornalismo, dizem especialistas

Redação Portal IMPRENSA

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em revoga a exigência do diploma no jornalismo deve modificar a estrutura das grades curriculares das escolas de ensino superior. No Ministério da Educação, um grupo de especialistas em comunicação discute alterações na prática do jornalismo dentro das faculdades e universidades do país.

Entre os projetos em estudo, está à volta do currículo generalista dos cursos de jornalismo, em que alunos cursavam matérias humanas comuns a outros cursos nos primeiros três anos, até que se opte pela especialização. A medida abriria portas para que alunos de outras áreas pudessem fazer jornalismo em um prazo menor de tempo.

Para o professor José Marques de Mello, da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), a tendência no Brasil é para que se valorize os cursos de mestrados como forma de diferencial, assim como ocorre nos EUA.  O jornalista, porém, ainda acredita na formação generalista dos profissionais, que seriam responsáveis por fazer com que os jornais ampliem seu público de atuação.

Já na avaliação de José Luiz Proença, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), o fim da exigência não deve diminuir a adesão de alunos nas instituições de ensino de jornalismo. "No tempo anterior à obrigatoriedade, os cursos já tinham procura", diz o professor, acrescentando que a exigência da graduação na imprensa foi iniciada por lei em 1969.

Carlos Costa, coordenador de jornalismo da Cásper Líbero, acredita que os cursos chamados de "excelência" na área continuarão a ser diferenciais na formação de profissionais. "Quem tem talento e quiser ser um bom jornalista vai aproveitar muito se escolher um bom curso", disse.

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 -SIP expressa "profunda satisfação" por decisão do STF sobre diploma de Jornalismo



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