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Após morte de jornalista, entidades consideram México o pior país para exercer a profissão
Redação Portal IMPRENSA
Entidades ligadas ao jornalismo criticaram o assassinato do jornalista mexicano Bladimir Antuna Garcia, especializado em cobertura policial. Na última segunda-feira (2), ele foi encontrado morto em Durango, ao norte do México.
Repórter de polícia do jornal El Tiempo, Garcia foi vítima de "asfixia por estrangulamento", embora houvessem no corpo ferimentos de tiro do crânio e abdome.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), o Instituto Internacional de Imprensa (IPI) e a Fundação para Liberdade de Expressão (Fundalex) se manifestaram contra o crime, e afirmaram que a falta de segurança coloca o México no topo da lista das nações mais perigosas para se exercer o jornalismo.
De acordo com o IPI, morreram este ano no México mais jornalista que na Somália, que vive uma guerra civil. Já a RSF declarou que o assassinato de Garcia era evitável, pois ele já havia denunciado várias ameaças de morte.
Em entrevista à agência de notícias Efe, Darío Ramírez, diretor da ONG Artigo 19 no México, disse que "o silêncio e a falta de atitude dos governos estaduais e federal é o que mais preocupa".
Os profissionais da imprensa devem enfrentar uma "autoridade que não aceita críticas nem o trabalho jornalístico" e o "fogo cruzado" da guerra contra o narcotráfico, declarou Ramírez. Para outros repórteres da região, o crime foi uma "advertência a todos os outros, ainda que as autoridades subestimem e minimizem", informou o La Jornada.
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