Desde sua primeira edição, em 2004, o Troféu Mulher IMPRENSA reconhece o trabalho das jornalistas que atuam na internet. Hoje, o prêmio possui duas categorias de web para homenagear essas profissionais. Uma delas é a de Repórter de Site de Notícias, na qual concorrem Andressa Fernandes, Elisa Campos, Fernanda Aranga, Lívia Marra e Natalia Viana.
Lívia Marra iniciou sua carreira em rádio, mas no final da década de 1990 começou a trabalhar na Folha Online e desde 2003 é editora de Cotidiano do site."É sensacional ser indicada pra um prêmio como esse. É um reconhecimento, um incentivo. É um orgulho e uma vitória, sem clichês", diz a jornalista ao Portal IIMPRENSA. Para Lívia, a mulher tem mostrado cada vez sua capacidade no mercado de trabalho. "A gente já vê muita mulher em cargo de chefia. É a mulher mostrando sua força dentro e fora das redações e é bem importante", afirma.
Outra finalista, Natalia Viana, destaca a importância de um prêmio que reconhece o papel da mulher. "Acho que esse tipo de prêmio tem um peso político e não pode ficar restrito ao dia das mulheres", diz. Natalia é jornalista independente, colaboradora do WikiLeaks no Brasil e blogueira da Carta Capital. Também escreve para veículos como The Guardian, Caros Amigos e Opera Mundi. "Um dos grandes medos que tive quando deixei a redação era de não ser reconhecida por não estar num veículo. Então essa indicação é muito importante para mim e para outras pessoas que têm essa vontade [de ser independente]", avalia.
Já para Andressa Fernandes, que desde setembro de 2008 faz parte da equipe do site da revista Capricho, o reconhecimento do prêmio é crucial, ainda mais considerando o seguimento de sua publicação, voltada ao público feminino adolescente. "Acho que as mulheres no jornalismo estão cada vez com mais força e o prêmio é um reconhecimento disso. Acho que ajuda também na identificação do público com o que você produz", diz.
Para Elisa Campos, repórter da Época Negócios Online, a premiação traz à luz a necessidade de se debater a predominância dos homens nos cargos de chefia de jornalismo. "Mas essa é uma tendência geral. Um aspecto cultural. A tendência é ficar mais igualitária a divisão de cargos mais importantes", avalia Elisa. Em sua opinião, essa seria ainda a última barreira da mulher na profissão.
Fernanda Aranda, do portal iG, confessa ao Portal IMPRENSA que, pela primeira vez, é a entrevistada e não a entrevistadora. Aproveitou a ocasião para sublinhar que não há diferenças entre a atuação de homens e mulheres no jornalismo. "[As mulheres] não são e não devem ser poupadas de nenhum desafio que o jornalismo imponha", afirmou.
Além das categorias abertas à escolha popular, o Troféu Mulher Imprensa ainda premia uma jornalista pela "Contribuição ao Jornalismo", em reconhecimento ao histórico de carreira e à importância da homenageada no desenvolvimento da comunicação no país. A votação, aberta até o dia 15 de fevereiro de 2011, está disponível no site do
Troféu Mulher IMPRENSA. Até o começo da noite da última quarta-feira (26), foram computados mais de 13 mil votos, considerando todas as categorias.
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