Atuar em redação de publicações impressas é o sonho de muitos aspirantes à jornalista. Correr à rua para pegar a notícia com os dentes e voltar a tempo de colocar o seu trabalho na prensa para, no outro dia, resolver uma suíte ou uma pauta diferente, cheia de adrenalina e emoção. Isso figura no imaginarium do foca e do estudante como a clássica imagem do repórter. A 7ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA reserva uma homenagem para as jornalistas que contribuem nessa área com a categoria Repórter de Jornal.
Kátia Brasil, da Folha de S.Paulo em Manaus, destaca o quanto a função de repórter exige dos profissionais. "Nunca sofri preconceito por ser mulher, mas nosso trabalho de repórter exige muito. Desmatamento e questões agrárias, por exemplo, são coberturas difíceis e nunca deixei de fazer meu trabalho por ser mulher", diz. Kátia atua na Amazônia há 10 anos e já trabalhou para veículos como O Estado de S. Paulo, O Globo, TV Educativa TV Cultura e Rádio Tropical.
Outra finalista, Maria Lima, repórter especial de O Globo, diz que a indicação é um grande reconhecimento de seu trabalho e que não há diferença na qualidade do jornalismo feito por homens e mulheres. "É uma homenagem bacana para nós mulheres. É crescente a força de trabalho feminino nas redações, nos comitês de Imprensa do Congresso, Planalto e principalmente, nos cargos de direção. Mas não percebo diferença no rendimento de jornalistas por gênero. Há maus e excelentes jornalistas, homens ou mulheres", avalia. Antes de entrar no jornal carioca na década de 1980, Maria trabalhou no Correio Braziliense, sempre cobrindo governos e eleições presidenciais. Para ela, o prêmio é um motivador importante. "E uma responsabilidade. Se fez um bom trabalho, e ele foi reconhecido, viva! Fica a certeza de que você pode fazer mais e melhor", diz.
Também concorrem ao prêmio a repórter Cátia Seabra, repórter de política da Folha de S.Paulo com passagens pelo O Globo, no Rio de Janeiro e em Brasília; Elvira Lobato, repórter especial também da Folha, onde está há 26 anos; e Julia Duailibi, que é, desde 2008, repórter de política do jornal O Estado de S. Paulo.
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