Especial Rede Record: Marcelo Tas avalia o xeque mate do Bispo Macedo
Por Ana Ignácio*
Durante o mês de novembro, a redação da revista IMPRENSA acompanhou e repercutiu o avanço da Record sobre a Globo e o sucesso da biografia do Bispo Edir Macedo, escrita por Douglas Tavolaro, diretor de jornalismo da emissora. A matéria completa você confere na revista, que já está nas bancas. Os bastidores serão disponibilizados em pílulas aqui, no hotsite. Confira os comentários de Marcelo Tas sobre o xeque-mate do Bispo Macedo: IMPRENSA - Como avalia a cobertura que a imprensa tem feito sobre o sucesso do lado empresarial de Edir Macedo? Marcelo Tas - Eu acho que é proporcional ao fato histórico que estamos vivendo. Se passaram 10 anos sem que houvesse nenhum movimento de disputa de audiência. A última vez foi quando o Silvio Santos deu alguma dinâmica ao SBT. Eu acho cabível essa barulheira toda e extremamente bem vinda uma competição entre empresas no mercado de comunicação brasileira, independente do mérito de cada uma.
Não acha que o Bispo Macedo se expôs demais ao lançar uma biografia autorizada? Tas - Se expor mais do que o bispo já se expõe é difícil. Ele está no ar quase o tempo todo. O que ele está fazendo, agora, é pautar essas aparições como dono de uma empresa e não como bispo. É isso que nos surpreende. Normalmente ele aparece como bispo e agora está aparecendo como dono de uma emissora, o que de fato ele é. Acho que ele deve estar buscando isso para se colocar no mercado. Agora é uma questão empresarial.
Gostou do livro? Tas - Eu tenho curiosidade de ler, mas ainda não tenho nenhum elemento para avaliar.
Você escreveria um livro sobre seu chefe? Tas - Definitivamente não, mas não julgo quem faz. Eu não faria por uma questão de temperamento. O Samuel Wainer soube fazer. Ele era praticamente um porta voz do seu chefe, o Getulio Vargas. Uma obra chapa branca eu não faria. Uma obra chapa branca não tem ciência. Qualquer pessoa inteligente não contrataria uma pessoa chapa branca. Eu prefiro aguardar para falar sobre o resultado do livro do Bispo, mas que ele é um personagem interessante, isso ele é...
Trabalharia para o Bispo Macedo na Record? Tas - Olha...depende do que eu teria que fazer. Isso vale pra qualquer veículo que a gente trabalhe. Você tem sempre uma adequação da linha editorial do seu trabalho com a do veículo. Eu não tenho problema em trabalhar na Record, assim como trabalhei em outro veículos apesar de não me identificar 100% com a filosofia deles. Já trabalhei na Band, na Folha, na Globo, na Abril, na Record.
*Ana Ignacio faz parte da equipe de estagiários da revista IMPRENSA.