Ex-colaborador da grande mídia nacional e responsável pela origem de títulos históricos da imprensa brasileira, Nahum Sirotsky mantém uma discreta correspondência internacional como égide contra o esquecimento
O jornalista Nahum Sirotsky escutava sua trilha sonora preferida, embalada pelas vozes femininas da francesa Édith Piaf, da brasileira Dolores Duran e da estadunidense Ella Fitzgerald, enquanto aguardava calmamente a ligação da reportagem da revista IMPRENSA. O gosto musical cosmopolita reflete a pluralidade cultural de sua estrada jornalística.
Há oito anos morando em Israel, Sirotsky - que comemora 83 anos em dezembro - é o atual correspondente brasileiro do portal "Último Segundo", do iG, e do jornal Zero Hora. Mas antes de desembarcar definitivamente em Tel Aviv, para viver perto do filho e dos netos, o jornalista teve uma carreira marcada pela direção de grandes publicações e por importantes coberturas internacionais.
Esse importante e veterano jornalista, com 65 anos de carreira, ainda é pouco conhecido das novas gerações. Se os jovens profissionais, no entanto, procurassem conhecê-lo, talvez descobrissem sua fórmula de longevidade. Segundo o próprio Sirotsky diz, sua duradoura trajetória tem origem no valor que dá, desde menino, à importância do conhecimento. "Estava em uma fogueira tomando mate e ouvindo um contador de 'causos' lá do interior do Rio Grande do Sul, quando perguntei sobre a pessoa de quem ele estava falando. E ouvi a reposta: 'A gente só entende depois que conhece'. Ou seja, vai estudar para aprender", conta.