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Revista Imprensa » Edição 246 (jun/2009)
Saudável inquietação

Por Igor Ribeiro, Editor-Executivo; e Luiz Gustavo Pacete, da equipe de estagiários. Fotos: Pya Lima


Saudoso da apresentação coloquial e inteligente de Ana   Paula Padrão, o mercado "exigiu" seu retorno, e   um novo contrato com a Record atendeu a cláusula mais sagrada para a   jornalista: liberdade para se dedicar à reportagemAntes mesmo que a reportagem
 
Antes mesmo que a reportagem de IMPRENSA pudesse fazer alguma pergunta, Ana   Paula Padrão começou esta entrevista. "Há quanto   tempo você está na revista?" perguntou a jornalista, dando   início à conversa que se desenrolou por uma hora e meia no edifício   comercial da Rede Record. O endereço, próximo à avenida   Paulista, era naquele momento mais frequentado pela recémcontratada do   que os estúdios do telejornalismo da emissora, distantes dali. Pudera:   a transição de Ana Paula do SBT para ancorar o "Jornal da   Record" foi intensamente pautada por diretrizes de mercado, como a própria   entrevistada ressalta a seguir: "Jogar fora um patrimônio que eu   tenho era um pouco falta de juízo". Ana Paula mantinha-se há   dois anos afastada dos holofotes, dedicando-se às grandes reportagens   do "SBT Realidade".

Mas a realidade, no caso, pareceu ser outra. A ausência da jornalista   no papel de apresentadora era sentida pelas redes, pelos colegas, pelo público.   Aparecesse mais ou menos na tela da TV, Ana Paula foi finalista em todas as   cinco edições do Troféu Mulher Imprensa, sendo em três   delas ganhadora. Dessa forma, seu retorno a um telejornal no horário   nobre teve a ver com uma demanda tangível e bastante forte. "Só   consegui me decidir depois que tomei conhecimento do quão grande era   a demanda do mercado para eu voltar pra bancada", admite.

Um trabalho de convencimento gradual, que se especula ter começado há   dois anos e envolvido quantias bastante sedutoras, foi amolecendo a outrora   firme decisão de não voltar à apresentação.   Primeiro, houve a garantia de futura produção de reportagens,   a grande paixão de Ana Paula. Segundo, a prerrogativa de não exercer   funções executivas no telejornal, uma demanda relacionada à   diminuição do estresse de um fechamento diário e à   qualidade de vida - exigência esta que, no passado, pautou sua saída   da Globo e o projeto de ser mãe. Depois de tentar seguidas vezes, a jornalista   revela, com olhos marejados mas resolutos, que a maternidade já não   é mais uma obsessão, apesar de ainda ser uma mácula em   recuperação.

São dores e obstáculos que a jornalista pretende tratar com o   que sabe fazer melhor: reportagens. Na entrevista a seguir, Ana Paula declara   mais uma vez seu grande amor por boas apurações de rua, no tête-à-tête   com as pessoas. "Tenho uma profunda satisfação numa boa   entrevista, quando acho que consegui conversar com uma pessoa e tirar dela coisas   que não são banais, não são óbvias, mas fazem   muito parte da vida dela", destaca. A entrevista a seguir - cuja   pergunta inaugural, como descrito anteriormente, foi de autoria da entrevistada   - é um ótimo exemplo dessa saudável inquietação   de Ana Paula Padrão.

Leia a entrevista completa   na edição 246 de IMPRENSA



 
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Ed. 250 - O jornalismo morreu (Out/2009)
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Ed. 248 - Qual é a graça? (Ago/2009)
Ed. 247 - Vote hoje para 2010 (Jul/2009)
Ed. 246 - Padrão no horário nobre (jun/2009)
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