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Do Papel para o planeta

Por Rodrigo Manzano, Diretor Editorial | 10/06/2009 17:58
Segunda edição de pesquisa exclusiva aponta as companhias mais positivamente citadas pelas revistas especializadas em economia e negócios em 2008 e como elas se comunicam com o público e com a imprensa


Por ano, o jornalismo impresso diário consome, sozinho, uma média   de 45 milhões de toneladas de papel-jornal. Entre os principais setores   industriais do mundo, a produção de papel é uma das maiores   emissoras de carbono, ao lado da indústria petrolífera, alimentícia, mineradora, química e siderúrgica, de acordo com o Official Energy   Statistics do governo dos Estados Unidos. Tanto papel entregue em forma de jornais   e revistas para leitores ao redor do mundo e seu impacto no ecossistema podem   ser justificados pela função que redações em todo   o planeta têm: popularizar a consciência ambiental, estimular as   boas práticas e divulgar projetos de sustentabilidade que vêm mudando   a vida de cidadãos em muitos lugares, além de cobrar de governos   e companhias a responsabilidade de preservar os recursos que garantirão   para as próximas gerações a vida na Terra.
 
Ninguém duvida que as empresas, há muito, deixaram de ser apenas   frias instituições de produção, serviço e   comercialização de bens materiais. Hoje, são dotadas de   componentes profundamente simbólicos e valores imateriais. Têm   algo que podemos chamar de personalidade: traços particulares que se   manifestam no mundo da economia, social, da cultura e do meio ambiente e, portanto,   assim como as pessoas, passaram a ser cobradas por demandas públicas   que respeitem os consumidores, as regras do jogo econômico e político   e a preservação ambiental.
 
2008 foi um ano particularmente difícil para a economia global. A crise   financeira, cujo epicentro foi o mercado imobiliário nos Estados Unidos,   alastrou-se para praticamente todos os setores e países do mundo e provocou,   na opinião pública, a desconfiança de que nem sempre o   que é bom para a economia é bom para as pessoas. O episódio,   concentrado no último trimestre de 2008, certamente afetou de maneira   negativa o noticiário, justificando o desafio de medir e avaliar a cobertura   especializada em economia e finanças no que se refere à sustentabilidade   das empresas.
 
Em geral, o termo "sustentabilidade" remete imediatamente às   ações de boas práticas ambientais que as empresas adotam   publicamente. Nenhuma companhia pode prescindir, hoje, da comunicação   aos consumidores do quão "verdes" elas são. Esse passou   a ser um atributo fundamental para a sobrevivência nos ambientes competitivos.   No entanto, ser sustentável não é apenas parecer bem-comportado.   É preciso ser responsável em todas as modalidades de relacionamento   que as companhias estabelecem com a sociedade, com os governos, com as comunidades,   com seus clientes, funcionários e fornecedores e, por fim, com o próprio   meio ambiente.
 
A imprensa, nesse sentido, tem uma função essencial. Ela é   o mais eficiente instrumento de cobrança e representação   pública diante das corporações, de um lado, e de estímulo   às boas práticas, de outro. Esse é o ponto de partida do   "Ranking - As 50 empresas mais sustentáveis segundo a mídia",   que chega à sua segunda edição analisando o jornalismo   especializado em economia, negócios e finanças durante todos os   meses de 2008. Ao todo, foram lidas, analisadas e catalogadas 1.214 matérias   jornalísticas, publicadas nas revistas Época Negócios,   Exame, Istoé Dinheiro, Amanhã e AméricaEconomia. A pesquisa, realizada sob encomenda da IMPRENSA Editorial à Mídia B, apurou   a citação de mais de cinco centenas de empresas (veja metodologia   da pesquisa no box). As dez mais bem posicionadas ganham as próximas   páginas deste caderno especial.
 
Leia matéria completa na edição 246   de IMPRENSA

As 50 empresas com maior prestígio no   tema sustentabilidade na imprensa

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         
POSIÇÃO
EMPRESA
SALDO(CMp)
MICROSOFT
49.335
GE
41.558
DELL
27.150
SUZANO
26.160
ITAÚ
24.733
FERSOL
24.553
NATURA
22.763
GOOGLE
18.952
GERDAU
18.887
10º
FISKER AUTOMOTIVE
16.431
11º
SAS
16.077
12º
CISCO
11.947
13º
CHRYSLER
10.445
14º
WAL-MART
10.182
15º
LIGHTINING CAR COMPANY
9.885
16º
GENERAL MOTORS
9.813
17º
TETRA PAK
9.782
18º
STARBUCKS
9.777
19º
BRADESCO
9.759
20º
AMBEV
9.749
21º
MAGAZINE LUIZA
9.192
22º
UPS
9.116
23º
INTEL
9.094
24º
FORD
8.349
25º
VESTAS
8.193
26º
DANONE
8.109
27º
BRASKEM
7.891
28º
DELL ANNO
7.396
29º
LIGHT S.A.
7.206
30º
KLABIN
6.887
31º
GRUPO PÃO DE AÇÚCAR
6.570
32º
SIEMENS
6.177
33º
HONDA
6.161
34º
USIMINAS
5.460
35º
ACHÉ
5.447
36º
PROMOM
5.403
37º
EDP ENERGIAS DO BRASIL
5.166
38º
IBM
5.065
39º
AVON
5.002
40º
VENTURI
4.611
41º
PLASCAR
4.526
42º
SUN
4.379
43º
ODEBRECHT
4.370
44º
REVA ELETRIC CAR
4.289
45º
CORREIOS
4.195
46º
KODAK
4.110
47º
ECO SECURITES
4.099
48º
BENETTON
3.931
49º
WHIRLPOOL
3.869
50º
ACCOR
3.815

Veja a descrição   completa de cada empresa na edição 246 de IMPRENSA
 

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