Segunda edição de pesquisa exclusiva aponta as companhias mais positivamente citadas pelas revistas especializadas em economia e negócios em 2008 e como elas se comunicam com o público e com a imprensa

Por ano, o jornalismo impresso diário consome, sozinho, uma média de 45 milhões de toneladas de papel-jornal. Entre os principais setores industriais do mundo, a produção de papel é uma das maiores emissoras de carbono, ao lado da indústria petrolífera, alimentícia, mineradora, química e siderúrgica, de acordo com o Official Energy Statistics do governo dos Estados Unidos. Tanto papel entregue em forma de jornais e revistas para leitores ao redor do mundo e seu impacto no ecossistema podem ser justificados pela função que redações em todo o planeta têm: popularizar a consciência ambiental, estimular as boas práticas e divulgar projetos de sustentabilidade que vêm mudando a vida de cidadãos em muitos lugares, além de cobrar de governos e companhias a responsabilidade de preservar os recursos que garantirão para as próximas gerações a vida na Terra.
Ninguém duvida que as empresas, há muito, deixaram de ser apenas frias instituições de produção, serviço e comercialização de bens materiais. Hoje, são dotadas de componentes profundamente simbólicos e valores imateriais. Têm algo que podemos chamar de personalidade: traços particulares que se manifestam no mundo da economia, social, da cultura e do meio ambiente e, portanto, assim como as pessoas, passaram a ser cobradas por demandas públicas que respeitem os consumidores, as regras do jogo econômico e político e a preservação ambiental.
2008 foi um ano particularmente difícil para a economia global. A crise financeira, cujo epicentro foi o mercado imobiliário nos Estados Unidos, alastrou-se para praticamente todos os setores e países do mundo e provocou, na opinião pública, a desconfiança de que nem sempre o que é bom para a economia é bom para as pessoas. O episódio, concentrado no último trimestre de 2008, certamente afetou de maneira negativa o noticiário, justificando o desafio de medir e avaliar a cobertura especializada em economia e finanças no que se refere à sustentabilidade das empresas.
Em geral, o termo "sustentabilidade" remete imediatamente às ações de boas práticas ambientais que as empresas adotam publicamente. Nenhuma companhia pode prescindir, hoje, da comunicação aos consumidores do quão "verdes" elas são. Esse passou a ser um atributo fundamental para a sobrevivência nos ambientes competitivos. No entanto, ser sustentável não é apenas parecer bem-comportado. É preciso ser responsável em todas as modalidades de relacionamento que as companhias estabelecem com a sociedade, com os governos, com as comunidades, com seus clientes, funcionários e fornecedores e, por fim, com o próprio meio ambiente.
A imprensa, nesse sentido, tem uma função essencial. Ela é o mais eficiente instrumento de cobrança e representação pública diante das corporações, de um lado, e de estímulo às boas práticas, de outro. Esse é o ponto de partida do "Ranking - As 50 empresas mais sustentáveis segundo a mídia", que chega à sua segunda edição analisando o jornalismo especializado em economia, negócios e finanças durante todos os meses de 2008. Ao todo, foram lidas, analisadas e catalogadas 1.214 matérias jornalísticas, publicadas nas revistas Época Negócios, Exame, Istoé Dinheiro, Amanhã e AméricaEconomia. A pesquisa, realizada sob encomenda da IMPRENSA Editorial à Mídia B, apurou a citação de mais de cinco centenas de empresas (veja metodologia da pesquisa no box). As dez mais bem posicionadas ganham as próximas páginas deste caderno especial.
Leia matéria completa na edição 246 de IMPRENSA
As 50 empresas com maior prestígio no tema sustentabilidade na imprensa
POSIÇÃO | EMPRESA | SALDO(CMp) |
1º | MICROSOFT | 49.335 |
2º | GE | 41.558 |
3º | DELL | 27.150 |
4º | SUZANO | 26.160 |
5º | ITAÚ | 24.733 |
6º | FERSOL | 24.553 |
7º | NATURA | 22.763 |
8º | GOOGLE | 18.952 |
9º | GERDAU | 18.887 |
10º | FISKER AUTOMOTIVE | 16.431 |
11º | SAS | 16.077 |
12º | CISCO | 11.947 |
13º | CHRYSLER | 10.445 |
14º | WAL-MART | 10.182 |
15º | LIGHTINING CAR COMPANY | 9.885 |
16º | GENERAL MOTORS | 9.813 |
17º | TETRA PAK | 9.782 |
18º | STARBUCKS | 9.777 |
19º | BRADESCO | 9.759 |
20º | AMBEV | 9.749 |
21º | MAGAZINE LUIZA | 9.192 |
22º | UPS | 9.116 |
23º | INTEL | 9.094 |
24º | FORD | 8.349 |
25º | VESTAS | 8.193 |
26º | DANONE | 8.109 |
27º | BRASKEM | 7.891 |
28º | DELL ANNO | 7.396 |
29º | LIGHT S.A. | 7.206 |
30º | KLABIN | 6.887 |
31º | GRUPO PÃO DE AÇÚCAR | 6.570 |
32º | SIEMENS | 6.177 |
33º | HONDA | 6.161 |
34º | USIMINAS | 5.460 |
35º | ACHÉ | 5.447 |
36º | PROMOM | 5.403 |
37º | EDP ENERGIAS DO BRASIL | 5.166 |
38º | IBM | 5.065 |
39º | AVON | 5.002 |
40º | VENTURI | 4.611 |
41º | PLASCAR | 4.526 |
42º | SUN | 4.379 |
43º | ODEBRECHT | 4.370 |
44º | REVA ELETRIC CAR | 4.289 |
45º | CORREIOS | 4.195 |
46º | KODAK | 4.110 |
47º | ECO SECURITES | 4.099 |
48º | BENETTON | 3.931 |
49º | WHIRLPOOL | 3.869 |
50º | ACCOR | 3.815 |
Veja a descrição completa de cada empresa na edição 246 de IMPRENSA