Depoimento
Para
mim ganhar o prêmio este ano significa muito.
Tanto os jurados que me indicaram quanto os que
votaram em mim deram um enorme voto de apoio ao
jornalismo independente, mostrando que a ideia que
vc tem que ter um respaldo de um veículo
para ter seu trabalho respeitado. Ou seja: o público
está percebendo que o jornalismo está
mudando. Que bom! Para mim é ainda mais importante
por causa da Pública, uma agência de
reportagens e investigação que estou
fundando com duas grandes jornalistas: Marina Amaral
e Tatiana Merlino. Será um modelo novo, inédito
ainda no Brasil, encabeçado por três
mulheres. Tem tudo a ver.
Minicurrículo
Natalia Viana é jornalista independente.
Colabora com veículos nacionais e internacionais
como The Guardian, Revista do Brasil,
Caros Amigos, Folha de S. Paulo,
Carta Capital e Opera Mundi. Em
2005, recebeu os prêmios Andifes e Vladimir
Herzog de Direitos Humanos (menção
honrosa). Foi produt ora-assistente dos documentários
Black Money, do Frontline World, exibido pela PBS
americana, e Anthrax War, da CBC canadense. Em 2007,
publicou o livro “Plantados no Chão”,
sobre assassinatos de lideranças sociais,
e em 2010 fez a reportagem dos livros “Movimento,
uma Reportagem”, sobre um jornal de resistência
durante a ditadura militar, e “Habeas Corpus
- Apresente-se o Corpo”, sobre os desaparecidos
políticos, para a Secretaria Especial de
Direitos Humano s. Atualmente é parceira
da organização WikiLeaks, que publica
documentos que revelam má conduta de governos,
empresas e instituições. Também
colabora com centros de jornalismo investigativo
como o CIJ, de Londres, a Abraji, do Brasil, e o
CIR, dos EUA. E faz reportagens em HQ.
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